
domingo, 21 de setembro de 2008
Orikis de Oxum
Òsun
Òsun Òpàrà
Yèyé Òpàrà !
Yèyé Opàrà !
Obìnrin Bí Okùnrin Ní Òsun
Oxum é uma mulher com força masculina.
A Jí Sèrí Bí Ègà.
Sua voz é afinada como o canto do ega.
Yèyé Olomi Tútú.
Graciosa mãe, senhora das águas frescas.
Opàrà Òjò Bíri Kalee.
Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.
Agbà Obìnrin Tí Gbogbo Ayé N'pe Sìn.
Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.
Ó Bá Sònpònná Jé Pétékí.
Que como pétékí com Xapanã.
O Bá Alágbára Ranyanga Dìde.
Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.
Òsun Iponda
Oliri Pa Koko Eni Pon
Poderosa, não empurre o povo de Iponda.
O Ri Onise Oba Ayi Kase
Ela recebe o mensageiro do rei sem respeitá-lo
O Je Dandan Oloran
Ela aceita as palavras do queixoso
O Fi Aja Wà Inu Eke Wò
Com sua sineta ela fura o ventre mentiroso.
Omo Olu Igbo Soki Redà Omo Ni
Não se pode carregar debaixo do braço o filho da mata de Iponda.
Òsun Ijumu
Osun Ijumu Olodó Ide
Osun Ijumu, dona de um pilão de cobre.
OIya Ijumu Alaiye Ma Gun Odó Poro
Osun Ijumum não monta com vivacidade no pilão
Efon Tere Mò Gun Àiyé
POsun pode surgir subitamente no mundo.
Eyín Fe Ki Efon Ki O Na Mi
Vocês querem que Osun me castigues.
Eyín Fe O Fi Owo Ye Ko Mi Mò Ara
Deixem a criança rodear meu corpo com sua mãos
Owo Omo Ye Ki Dun Eni
A mão da criança é suave
Efon A Ke Ki Dun Enia
Osun é suave.
Efon Li O Ni Igbo Obi
Osun é a dona da floresta de Obi.
Iwo Li O Ni Igbo Atare
A floresta de pimenta pertence a você
Baba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki
O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida
Oriki recolhido do Livro "Notas sobre o Culto aos Orixás e Voduns" Pierre Verger Editora:
Òsun Òpàrà
Yèyé Òpàrà !
Yèyé Opàrà !
Obìnrin Bí Okùnrin Ní Òsun
Oxum é uma mulher com força masculina.
A Jí Sèrí Bí Ègà.
Sua voz é afinada como o canto do ega.
Yèyé Olomi Tútú.
Graciosa mãe, senhora das águas frescas.
Opàrà Òjò Bíri Kalee.
Opàrà, que ao dançar rodopia como o vento, sem que possamos vê-la.
Agbà Obìnrin Tí Gbogbo Ayé N'pe Sìn.
Senhora plena de sabedoria, que todos veneramos juntos.
Ó Bá Sònpònná Jé Pétékí.
Que como pétékí com Xapanã.
O Bá Alágbára Ranyanga Dìde.
Que enfrenta pessoas poderosas e com sabedoria as acalma.
Òsun Iponda
Oliri Pa Koko Eni Pon
Poderosa, não empurre o povo de Iponda.
O Ri Onise Oba Ayi Kase
Ela recebe o mensageiro do rei sem respeitá-lo
O Je Dandan Oloran
Ela aceita as palavras do queixoso
O Fi Aja Wà Inu Eke Wò
Com sua sineta ela fura o ventre mentiroso.
Omo Olu Igbo Soki Redà Omo Ni
Não se pode carregar debaixo do braço o filho da mata de Iponda.
Òsun Ijumu
Osun Ijumu Olodó Ide
Osun Ijumu, dona de um pilão de cobre.
OIya Ijumu Alaiye Ma Gun Odó Poro
Osun Ijumum não monta com vivacidade no pilão
Efon Tere Mò Gun Àiyé
POsun pode surgir subitamente no mundo.
Eyín Fe Ki Efon Ki O Na Mi
Vocês querem que Osun me castigues.
Eyín Fe O Fi Owo Ye Ko Mi Mò Ara
Deixem a criança rodear meu corpo com sua mãos
Owo Omo Ye Ki Dun Eni
A mão da criança é suave
Efon A Ke Ki Dun Enia
Osun é suave.
Efon Li O Ni Igbo Obi
Osun é a dona da floresta de Obi.
Iwo Li O Ni Igbo Atare
A floresta de pimenta pertence a você
Baba Nwa Li Ode Ki Awa Gba Ki
O pai vem ao pátio para que cresçamos e tenhamos vida
Oriki recolhido do Livro "Notas sobre o Culto aos Orixás e Voduns" Pierre Verger Editora:
Súplicas a Oxum
PRECE A OXUM
Oh Mãe Oxum! Senhora dos rios e cascatas. Orixá das águas claras que lavam os males do mundo.Deusa do Amor! Que o canto de sua águas embale meus sentimentos alimentando meu coração com as vibrações de paz e perdão.Senhora do ouro, clareia meus caminhos.
ORA Ê Ê OXUM!
Oh Mãe Oxum! Senhora dos rios e cascatas. Orixá das águas claras que lavam os males do mundo.Deusa do Amor! Que o canto de sua águas embale meus sentimentos alimentando meu coração com as vibrações de paz e perdão.Senhora do ouro, clareia meus caminhos.
ORA Ê Ê OXUM!
ORAÇÃO À OXUM
Oxum eu te chamo!Não te chamo por causa de morte.Não te chamo por causa da doença de alguém.Te chamo para que tenhamos dinheiro.Te chamo para que tenhamos filhos.Te chamo para que tenhamos saúde.Para que tenhamos uma vida serena.Para que não sejamos vitimados pela ira das águas.
ORAÇÃO A OXUM
Ora ie ieu Oxum,Salve dourada senhoraDa pele de ouro!Benditas são suas águas,e essas mesmas águas lavam meu sere me livram do mal.Oxum, Divina Rainha, bela Orixá,venha a mim,caminhando na Lua Cheia.Traga, mãe, em suas mãos,os lírios do amor e da paz.Torna-me doce, sedutora,suave, como és.Mamãe Oxum, me proteja, Orixá.Faça que o amor sejaconstante em minha vidaQue eu possa amar atudo o que existe.Me proteja contra asmandingas e feitiçarias.Daí a mim o néctar de sua doçurae que eu consiga o que desejo
Mãe do ouro, da beleza e do amor,Senhora do mais puro Axé,valei-me hoje e sempre.Aie ieu Oxum!
ORAÇÃO PARA OXUM
Dourada é a tua de luz Assim como o ouro que te pertence. Derrama a tua pureza cristalina, Orixá das águas doces. Não permitas que neblina alguma Obscureça o meu desejo mais profundo, Que é conseguir amor mais verdadeiro, Seguro, eterno e duradouro. Estás presente nas cachoeiras, Que são sagradas por si só. Portanto, faze com que se apague Todo sentimento se eu sofrer. Não verterei nenhuma lágrima por aqueles Que não me correspondem no amor. Não sofrerei por ninguém Que, com mentiras, me faltar com o respeito, Porque não permitirás que Frieza, inveja ou ciúmes me traiam. És doce, protetora, Suave e vaidosa, Feminina e sedutora. Ó mãe Oxum! Dá-me o teu axé, Dá-me a tua força, dá-me a alquimia Como o néctar mais sublime, Para eu saber como respeitar e venerar. No mel está o teu segredo, Que eu saberei utilizar.
ORAÇÃO PARA OXUM
Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!
ORAÇÃO A OXUM
Senhora das cachoeira. Oh! Linda e maravilhosa Oxum! Afastai de mim todo o mal que no momento me aflige. Eu te venero e te guardo, oh! Mãe Divina! Que eu seja abençoado com a tua bondade e justiça. Que em nome de Olorum muitas vezes aclamas por todos aqueles que te amam. Peço-te que, neste momento de dor, derrames sobre mim, Oxum, o teu olhar misericordioso. Que as tuas aguas acalmem a minha pobre alma e que neste momento eureceba a graça que tanto espero. Que assim seja.
Quem é Oxum?
Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Orixá. Apesar de ser comum a associação entre rios e Orixás femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semi-parada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos-de-santo.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outro forma de análise; a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico.
Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.
Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.
Oxum é ambiciosa; sua cor é azul-claro com raias de ouro. Segundo a tradição ioruba, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região. Oxum portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.
A iniciação (na Umbanda ou no Candomblé) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre essas 16, três são marcadas como guerreiras (Apara, a mais violenta, Iê Iê Kerê, que usa arco e flecha, e Ié Ié Iponda, que usa espada), mas a maior parte delas é mais pacífica, não gostando de lutas e guerras, desde Oxum Obotó, muito suave e feminina, até a versão mais velha, a não menos vaidosa Oxum Abalo.
Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra.
Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação como pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar.
Dentro desta perspectiva, Iemanjá e Oxum dividem a maternidade. Mas há também outro forma de análise; a por faixas etárias, correspondentes a cada arquétipo básico.
Nanã é a matriarca velha, ranzinza, avó que já teve o poder sobre a família e o perdeu, sentindo-se relegada a um segundo plano. Iemanjá é a mulher adulta e madura, na sua plenitude. É a mãe das lendas – mas nelas, seus filhos são sempre adultos. Apesar de não ter a idade de Oxalá (sendo a segunda esposa do Orixá da criação, e a primeira é a idosa Nanã), não é jovem. É a que tenta manter o clã unido, a que arbitra desavenças entre personalidades contrastantes, é a que chora, pois os filhos adultos já saem debaixo de sua asa e correm os mundos, afastando-se da unidade familiar básica.
Para Oxum, então, foi reservado o posto da jovem mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo tempo que é cheia de paixão e busca objetivamente o prazer. Sua responsabilidade em ser mãe se restringe às crianças e bebês. Começa antes, até, na própria fecundação, na gênese do novo ser, mas não no seu desenvolvimento como adulto. Oxum também tem como um de seus domínios, a atividade sexual e a sensualidade em si, sendo considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão mítico iorubano.
Oxum é ambiciosa; sua cor é azul-claro com raias de ouro. Segundo a tradição ioruba, seu metal é o cobre – mas a correlação com o ouro não está basicamente errada, pois, de acordo com os historiadores, o cobre era o metal mais caro conhecido naquela região. Oxum portanto, gosta das riquezas materiais, mas não numa perspectiva de usura nem uma mesquinhez de quem quer ter riquezas para escondê-las.
A iniciação (na Umbanda ou no Candomblé) é um nascimento e o poder da fecundidade tem de estar presente, pois Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos.
Existem 16 tipos diferentes de Oxum, das quase adolescentes até as mais velhas, sendo portanto 16 o número sagrado da mãe da água doce. Diz a lenda que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre essas 16, três são marcadas como guerreiras (Apara, a mais violenta, Iê Iê Kerê, que usa arco e flecha, e Ié Ié Iponda, que usa espada), mas a maior parte delas é mais pacífica, não gostando de lutas e guerras, desde Oxum Obotó, muito suave e feminina, até a versão mais velha, a não menos vaidosa Oxum Abalo.
Além disso, o fluir nada fixo da água doce pelos diversos caminhos, a maneabilidade do elemento se manifestam no comportamento de Oxum. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos – é dos poucos Orixás iorubas que absolutamente não gosta da guerra.
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Características dos Filhos de Oxum:O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento; aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas - tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.
A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante, colabora a tendência que os filhos de Oxum têm para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral.
O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum.
Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam o destaque social, temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente.
Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios – mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo.
Faz parte do tipo, uma certa preguiça coquete, uma ironia persistente porém discreta e, na aparência, apenas inconseqüente. Verger define: O arquétipo de Oxum é o das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
Até um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.
Qualidades de Oxum no Brasil, Cuba e África.
* NO BRASIL ( Algumas dessas qualidades são conhecidas somente em determinadas regiões do país, Salvador, Alagoas, Recife, ou então, são conhecidas com outros nomes.)
Oxum Ominibu;
Oxum Ijimun;
Oxum Ieiê Alá;
Oxum Ieiê Otin;
Oxum Apará;
Oxum Abalu;
Oxum Ajagurá;
Oxum Abotô;
Oxum Ipetu;
Oxum Olokô;
Oxum Merin;
Oxum Ipondá;
Oxum Karê;
Oxum Onira;
Oxum Ieiê Okê;
Oxum Akolê;
Oxum Toqüén;
Oxum Oloxá;
Oxum Ieiê Ogá;
Oxum Ieiê Sissi;
Oxum Ieiê Odô;
Oxum Popolokun;
Oxum Bomin;
Oxum Nola;
Oxum Sandide;
Oxum Bakunde;
Oxum Boto;
Oxum Nifan;
Oxum Ewuji.
* EM CUBA ( Geralmente não são qualidades muito conhecidas no Brasil.)
Ibu Kolê;
Ibu Akuaro;
Ibu Ololodi;
Ibu Yumu;
Ibu Añá;
Ibu Addesa;
Ibu Awayemi;
Ibu Ayede;
Ibu Ceni;
Ibu Eledan;
Ibu Eleke Oñi;
Ibu Fondae;
Ibu Iñañi;
Ibu Iñare;
Ibu Itumu;
Ibu Latie Elegba;
Ibu Ododoi;
Ibu Oddonki;
Ibu Odoko;
Ibu Oggale;
Ibu Okuanda;
Ibu Okuase Oddo;
Ibu Tinibu;
Ibu Ieiê Moro;
Oxum Aremu Kondiano;
Oxum Awé;
Oxum Bumi;
Oxum Edé;
Oxum Funké.
OBS: Em iorubá a palavra Ibu significa mãe. Esta palavra está relacionada com as partes mais profundas do rio.
NA ÁFRICA ( segunda a pesquisadora norte-americana Ladekoju Lakesin.)
Oxum Adakeke;
Oxum Akilapá;
Oxum Alaade;
Oxum Alakaso;
Oxum Amunitosun;
Oxum Anya;
Oxum Asejire;
Oxum Awowo;
Oxum Busseyin;
Oxum Ebu Iyamoopo;
Oxum Ebulu;
Oxum Ega;
Oxum Elewure;
Oxum Eleyele;
Oxum Emure lle;
Oxum Ereja;
Oxum Erinle;
Oxum Ewuji;
Oxum Gbodofon;
Oxum Ibu Oya;
Oxum Ijimu;
Oxum Iponda;
Oxum Ishena;
Oxum Itakun;
Oxum Iweeda;
Oxum Kemi;
Oxum Lokokan;
Oxum Lasinmin;
Oxum Obedu;
Oxum Okoko;
Oxum Okonla;
Oxum Oladekoju;
Oxum Ololo-Ololo Igun;
Oxum Olumowewe;
Oxum Olomoyoyo;
Oxum Oluweri;
Oxum Onikanga;
Oxum Onikoto;
Oxum Onitii;
Oxum Ooro;
Oxum Ororu;
Oxum Oxogbo;
Oxum Oyide;
Oxum Usi.
OBS: No livro "Oxum - A mãe da água doce", de Luís Filipe de Lima, Coleção Orixás da editora Pallas, encantra-se maiores explicações sobre cada uma das qualidades aqui relacionadas.
Oxum Ominibu;
Oxum Ijimun;
Oxum Ieiê Alá;
Oxum Ieiê Otin;
Oxum Apará;
Oxum Abalu;
Oxum Ajagurá;
Oxum Abotô;
Oxum Ipetu;
Oxum Olokô;
Oxum Merin;
Oxum Ipondá;
Oxum Karê;
Oxum Onira;
Oxum Ieiê Okê;
Oxum Akolê;
Oxum Toqüén;
Oxum Oloxá;
Oxum Ieiê Ogá;
Oxum Ieiê Sissi;
Oxum Ieiê Odô;
Oxum Popolokun;
Oxum Bomin;
Oxum Nola;
Oxum Sandide;
Oxum Bakunde;
Oxum Boto;
Oxum Nifan;
Oxum Ewuji.
* EM CUBA ( Geralmente não são qualidades muito conhecidas no Brasil.)
Ibu Kolê;
Ibu Akuaro;
Ibu Ololodi;
Ibu Yumu;
Ibu Añá;
Ibu Addesa;
Ibu Awayemi;
Ibu Ayede;
Ibu Ceni;
Ibu Eledan;
Ibu Eleke Oñi;
Ibu Fondae;
Ibu Iñañi;
Ibu Iñare;
Ibu Itumu;
Ibu Latie Elegba;
Ibu Ododoi;
Ibu Oddonki;
Ibu Odoko;
Ibu Oggale;
Ibu Okuanda;
Ibu Okuase Oddo;
Ibu Tinibu;
Ibu Ieiê Moro;
Oxum Aremu Kondiano;
Oxum Awé;
Oxum Bumi;
Oxum Edé;
Oxum Funké.
OBS: Em iorubá a palavra Ibu significa mãe. Esta palavra está relacionada com as partes mais profundas do rio.
NA ÁFRICA ( segunda a pesquisadora norte-americana Ladekoju Lakesin.)
Oxum Adakeke;
Oxum Akilapá;
Oxum Alaade;
Oxum Alakaso;
Oxum Amunitosun;
Oxum Anya;
Oxum Asejire;
Oxum Awowo;
Oxum Busseyin;
Oxum Ebu Iyamoopo;
Oxum Ebulu;
Oxum Ega;
Oxum Elewure;
Oxum Eleyele;
Oxum Emure lle;
Oxum Ereja;
Oxum Erinle;
Oxum Ewuji;
Oxum Gbodofon;
Oxum Ibu Oya;
Oxum Ijimu;
Oxum Iponda;
Oxum Ishena;
Oxum Itakun;
Oxum Iweeda;
Oxum Kemi;
Oxum Lokokan;
Oxum Lasinmin;
Oxum Obedu;
Oxum Okoko;
Oxum Okonla;
Oxum Oladekoju;
Oxum Ololo-Ololo Igun;
Oxum Olumowewe;
Oxum Olomoyoyo;
Oxum Oluweri;
Oxum Onikanga;
Oxum Onikoto;
Oxum Onitii;
Oxum Ooro;
Oxum Ororu;
Oxum Oxogbo;
Oxum Oyide;
Oxum Usi.
OBS: No livro "Oxum - A mãe da água doce", de Luís Filipe de Lima, Coleção Orixás da editora Pallas, encantra-se maiores explicações sobre cada uma das qualidades aqui relacionadas.
sábado, 20 de setembro de 2008
Lenda de Oxum, Oyá e Iemanjá
Um dia, foram juntas ao mercado Oyá e Oxum, esposas de Xangô, e Yemanjá, esposa de Ogum. Exu entrou no mercado conduzindo uma cabra. Ele viu que tudo estava em paz e decidiu plantar uma discórdia. Aproximou-se de Yemanjá, Oyá e Oxum e disse que tinha um compromisso importante com Orunmilá. Ele deixaria a cidade e pediu a elas que vendessem sua cabra por vinte búzios. Propôs que ficassem com a metade do lucro obtido. Yemanjá, Oyá e Oxum concordaram e Exu partiu. A cabra foi vendida por vinte búzios. Yemanjá, Oyá e Oxum puseram os dez búzios de Exu à parte e começaram a dividir os dez búzios que lhes cabiam. Yemanjá contou os búzios. Haviam três búzios para cada uma delas, mas sobraria um. Não era possível dividir os dez em três partes iguais. Da mesma forma Oyá e Oxum tentaram e não conseguiram dividir os búzios por igual. Aí as três começaram a discutir sobre quem ficaria com a maior parte. Yemanjá disse: "É costume que os mais velhos fiquem com a maior porção. Portanto, eu pegarei um búzio a mais". Oxum rejeitou a proposta de Yemanjá, afirmando que o costume era que os mais novos ficassem com a maior porção, que por isso lhe cabia. Oyá intercedeu, dizendo que , em caso de contenda semelhante, a maior parte caberia à do meio. As três não conseguiam resolver a discussão. Então elas chamaram um homem do mercado para dividir os búzios equitativamente entre elas. Ele pegou os búzios e colocou em três montes iguais. E sugeriu que o décimo búzio fosse dado a mais velha. Mas Oyá e Oxum, que eram a segunda mais velha e a mais nova, rejeitaram o conselho. Elas se recusaram a dar a Yemanjá a maior parte. Pediram a outra pessoa que dividisse equitativamente os búzios. Ele os contou, mas não pôde dividi-los por igual. Propôs que a parte maior fosse dado à mais nova. Yemanjá e Oyá não concordaram. Ainda um outro homem foi solicitado a fazer a divisão. Ele contou os búzios, fez três montes de três e pôs o búzio a mais de lado. Ele afirmou que, neste caso, o búzio extra deveria ser dado àquela que não é nem a mais velha, nem a mais nova. O búzio devia ser dado a Oyá. Mas Yemanjá e Oxum rejeitaram seu conselho. Elas se recusaram a dar o búzio extra a Oyá. Não havia meio de resolver a divisão. Exu voltou ao mercado para ver como estava a discussão. Ele disse: "Onde está minha parte?". Elas deram a ele dez búzios e pediram para dividir os dez búzios delas de modo equitativo. Exu deu três a Yemanjá, três a Oyá e três a Oxum. O décimo búzio ele segurou. Colocou-o num buraco no chão e cobriu com terra. Exu disse que o búzio extra era para os antepassados, conforme o costume que se seguia no Orun. Toda vez que alguém recebe algo de bom, deve-se lembrar dos antepassados. Dá-se uma parte das colheitas, dos banquetes e dos sacrifícios aos Orixás, aos antepassados. Assim também com o dinheiro. Este é o jeito como é feito no Céu. Assim também na terra deve ser. Quando qualquer coisa vem para alguém, este deve-se dividi-la com os antepassados. "Lembrai que não deve haver disputa pelos búzios." Yemanjá, Oyá e Oxum reconheceram que Exu estava certo. E concordaram em aceitar três búzios cada. Todos os que souberam do ocorrido no mercado de Oió passaram a ser mais cuidadosos com relação aos antepassados, a eles destinando sempre uma parte importante do que ganham com os frutos do trabalho e com os presentes da fortuna. [Lenda 24 do Livro Mitologia dos Orixás ]
Lenda de Oxum
OXUN (Do livro "Lendas Africanas dos Orixás de Pierre Fatumbi Verger e Carybé - Editora Currupio) Orê Yeyê ô! Oxum era muito bonita, dengosa e vaidosa. Como o são, geralmente, as belas mulheres. Ela gostava de panos vistosos, marrafas de tartaruga e tinha, sobretudo, uma grande paixão pelas jóias de cobre. Este metal era muito precioso, antigamente, na terra dos iorubás. Sí uma mulher elegante possuía jóias de cobre pesadas. Oxum era cliente dos comerciantes de cobre. Omiro wanran wanran wanran omi ro! "A água corre fazendo o ruído dos braceletes de Oxum!" Oxum lavava suas jóias, antes mesmo de lavar suas crianças. Mas tem, entretanto, a reputação de ser uma boa mãe e atende às súplicas das mulheres que desejam ter filhos. Oxum foi a segunda mulher de Xangô. A primeira chamava-se Oiá-Iansã e a terceira Obá. Oxum tem o humor caprichoso e mutável. Alguns dias, suas águas correm aprazíveis e calmas, elas deslizam com graça, frescas e límpidas, entre margens cobertas de brilhante vegetação. Numerosos vãos permitem atravessar de um lado a outro. Outras vezes suas águas, tumultuadas, passam estrondando, cheias de correntezas e torvelinhos, transbordando e inundando campos e florestas. Ninguém poderia atravessar de uma margem à outra, pois ponte nenhuma as ligava. Oxum não toleraria uma tal ousadia! Quando ela está em fúria, ela leva para longe e destrói as canoas que tentam atravessar o rio. Olowu, o rei de Owu, seguido de seu exército, ia para a gerra. Por infelicidade, tinha que atravessar o rio num dia em que este estava encolerizado. Olowu fez a Oxum uma promessa solene, entretanto, mal formulada. Ele declarou: " Se voce baixar o nível de suas águas, para que eu possa atravessar e seguir para a guerra, e se eu voltar vencedor, prometo a você nkan rere", isto é, boas coias. Oxum compreendeu que ele falava de sua mulher, Nkan, filha do rei de Ibadan. Ela Baixou o nível das águas e Olowu continuou sua expedição. Quando ele voltou, algum tempo depois, vitorioso e com um espólio considerável, novamente encontrou Oxum com o humor perturbado. O rio estava turbulento e com suas águas agitadas. Olowu mandou jogar sobre as vagas toda sorte de boas coisas, as nkan rere prometidas: tecidos, búzios, bois, galinhas e escravos. Mel de abelhas e pratos de mulukun, iguaria onde suavemente misturam-se cebolas, feijão fradinho, sal e camarões. Mas Oxum devolveu todas estas coisas boas sobre as margens. Era Nkan, a mulher de Olowu, que ela exigia. Olowu foi obrigado a submeter-se e jogar nas águas a sua mulher. Nkan estava grávida e a criança nasceu no fundo do rio. Oxum, escrupulosamente, devolveu o recém-nascido dizendo: "É Nkan que me foi solenemente prometida e não a criança. Tome-a!". As águas baixaram e Olowu voltou tristemente para sua terra. O rei de Ibadan, sabendo do fim trágico de sua filha, indignado declarou: "Não foi para que ela servisse de oferenda a um rio que eu a dei em casamento a Olowu!" Ele guerreou com o genro e o expulsou do país. O Rio Oxum passa em um lugar onde suas águas são sempre abundantes. Por esta razão é que Larô, o primeiro rei deste lugar, aí instalou-se e fez um pacto de aliança com Oxum. Na época em que chegou, uma de suas filhas fôra se banhar. O rio a engoliu sob as águas. Ela só saiu no dia seguinte, soberbamente vestida, e declarou que Oxum a havia bem acolhido no fundo do rio. Larô, para mostrar sua gratidão, veio trazer-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, os alimentos jogados nas águas. Um grande peixe chegou nadando nas proximidades do lugar onde estava Larô. O peixe cuspiu água, que Larô recolheu numa cabaça e bebeu, fazendo, assim, um pacto com o rio. Em seguida ele estendeu suas mãos sobre a água e o grande peixe saltou sobre ela. Isto é dito em iorubá: Atewo gba ejá. O que deu origem a Ataojá, título dos reis do lugar. Ataojá declarou então: "Oxum gbô!" "Oxum esta em estado de maturidade, suas águas são abundantes." Dando origem ao nome da cidade de Oxogbô. Todos os anos faz-se, aí, grandes festas em comemoração a todos estes acontecimentos.
Lenda de Oxum e Obá
Oxum e Obá, ambas esposas de Xangô, tinham rixa antiga, com ciúmes uma da outra. Mas conviviam bem, dentro do possível. Até que um dia Obá resolveu convidar Oxum para uma festa, em seu palácio.
Oxum, que era a convidada de honra, vestiu um belo vestido, enfeitou-se com jóias, perfumou-se e foi com sua comitiva até o palácio de Obá. Quando lá chegou, viu que havia um lindo e comprido tapete de rosas, já no salão principal, estendido em sua honra.
Então Oxum pisou no tapete - descalça, como os orixás sempre andam - e teve uma desagradável surpresa: Obá pusera brasas escondidas debaixo das pétalas de rosas. Os pés de Oxum começaram a arder , mas ela, altiva, não quis demonstrar nenhum sinal de dor. Foi andando por todo o tapete sem reclamar, sorrindo majestosa para todos.
Oxum nada falou com Obá. Ficou à espera de um dia em que pudesse responder à altura. Os pés de Oxum ficaram queimados - e é por isso que até hoje ela pisa macio.
Oxum, que era a convidada de honra, vestiu um belo vestido, enfeitou-se com jóias, perfumou-se e foi com sua comitiva até o palácio de Obá. Quando lá chegou, viu que havia um lindo e comprido tapete de rosas, já no salão principal, estendido em sua honra.
Então Oxum pisou no tapete - descalça, como os orixás sempre andam - e teve uma desagradável surpresa: Obá pusera brasas escondidas debaixo das pétalas de rosas. Os pés de Oxum começaram a arder , mas ela, altiva, não quis demonstrar nenhum sinal de dor. Foi andando por todo o tapete sem reclamar, sorrindo majestosa para todos.
Oxum nada falou com Obá. Ficou à espera de um dia em que pudesse responder à altura. Os pés de Oxum ficaram queimados - e é por isso que até hoje ela pisa macio.
Lenda de Oxum e o candomblé
No começo não havia separação entre
o Orum, o Céu dos orixás,
e o Aiê, a Terra dos humanos.
Homens e divindades iam e vinham,
coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê,
um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo,
irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais,
soprou enfurecido seu sopro divino
e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens
e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida.
E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos.
Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados.
Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos
e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo
que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres,
dividindo com elas sua formosura e vaidade,
ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto,
recebeu de Olorum um novo encargo:
preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta,
banhou seus corpos com ervas preciosas,
cortou seus cabelos, raspou suas cabeças,
pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas,
como as pintas das penas da conquém,
como as penas da galinha-d’angola.
Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços,
enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé,
pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa.
Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros,
e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas
e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori,
finas ervas e obi mascado,
com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e
o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas,
estavam prontas, e estavam odara.
As iaôs eram a noivas mais bonitas
que a vaidade de Oxum conseguia imaginar.
Estavam prontas para os deuses.
Os orixás agora tinham seus cavalos,
podiam retornar com segurança ao Aiê,
podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás,
convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.
Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores,
vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás,
enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam,
convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê,
os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs,
eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.
(Reginaldo Prandi, Mitologia dos orixás, págs. 524-528)
o Orum, o Céu dos orixás,
e o Aiê, a Terra dos humanos.
Homens e divindades iam e vinham,
coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê,
um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo,
irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais,
soprou enfurecido seu sopro divino
e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens
e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida.
E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos.
Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados.
Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos
e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo
que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres,
dividindo com elas sua formosura e vaidade,
ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto,
recebeu de Olorum um novo encargo:
preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta,
banhou seus corpos com ervas preciosas,
cortou seus cabelos, raspou suas cabeças,
pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas,
como as pintas das penas da conquém,
como as penas da galinha-d’angola.
Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços,
enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé,
pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa.
Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros,
e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas
e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori,
finas ervas e obi mascado,
com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e
o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas,
estavam prontas, e estavam odara.
As iaôs eram a noivas mais bonitas
que a vaidade de Oxum conseguia imaginar.
Estavam prontas para os deuses.
Os orixás agora tinham seus cavalos,
podiam retornar com segurança ao Aiê,
podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás,
convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.
Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores,
vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás,
enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam,
convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê,
os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs,
eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.
(Reginaldo Prandi, Mitologia dos orixás, págs. 524-528)
Lenda de Oxum e Obá
• A HISTÓRIA: quando Xangô, marido de Oxum, trouxe a valente Obá para casa como sua terceira esposa, ela quase morreu de ciúmes. Logo se tornaram rivais. Tentando imitar o refinamento de Oxum, Obá espreitava na cozinha para descobrir os segredos das receitas que ela fazia para Xangô e, assim, surpreender o marido com as iguarias criadas pela outra. Louca da vida com a espiã, Oxum preparou uma armadilha. Escondeu suas orelhas sob um lenço e começou a cozinhar uma cheirosa sopa em que boiavam dois grandes cogumelos. Como quem não quer nada, Obá perguntou o que Oxum fazia. Ela deu a entender que, por amor, havia cortado as próprias orelhas para fazer o prato preferido do marido, uma sopa afrodisíaca. Quando Xangô chegou, devorou a saborosa sopa de cogumelos e logo levou Oxum para o quarto. No dia seguinte, Obá resolveu fazer a mesma coisa. Cortou uma de suas orelhas e fez um cozido. Quando chegou em casa e viu aquela comida horripilante, Xangô jogou o prato e repreendeu a esposa. Vitoriosa, Oxum desamarrou o lenço e Obá viu que ela ainda estava com as orelhas. Cheia de fúria, Obá avançou em direção a Oxum e as duas se engalfinharam. Até hoje, quando as filhas-de-santo incorporam Oxum e Obá nos terreiros, elas não podem ficar juntas.
Lenda de Oxum e Ogum
Diz uma lenda que Oxum passeava na floresta brincando com os animais, que são seus amigos, desfilando seu ar coquete e sensual. Foi assim que Ogum - homem rude, bruto e violento - a avistou. Diante da beleza e graça de Oxum, Ogum sentiu- se apaixonado por ela e correu para em sua direção declarando e implorando pelo seu amor. Mas ela só tinha olhos para Xangô, por quem estava enamorada. Assustada com a atitude de Ogum, Oxum começou a correr pela mata fugindo de seu pretendente que a seguia de perto. Desesperada, ela se atirou nas água de um rio, cuja corrente a arrastou rapidamente para bem longe de Ogum, mas que ameaçava afogá-la. Levada pela correnteza, Oxum chegou até a desembocadura do rio, onde encontrou Iemanjá. Compadecida, a senhora mãe das águas a protegeu e presenteou com aquele rio para ela pudesse viver. Ainda lhe presenteou com corais, jóias e cauris. Assim, Oxum encantou o seu amado Xangô com a sua riqueza e beleza, passando a viver no rio, que hoje leva o seu nome, tornando-se amiga inseparável de Iemanjá.
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